Condições De Trabalho Análogas À Escravidão: No Contexto Dos Trabalhadores Do Sisal
Resumo: O sisal, embora essencial para a economia regional, é produzido sob condições precárias de trabalho, com forte informalidade e ausência de garantias legais. A cadeia produtiva é marcada por práticas laborais arcaicas e exploração dos trabalhadores, caracterizando formas de escravidão moderna. Essa realidade persiste devido à falta de fiscalização e à invisibilidade social dos envolvidos. Este artigo baseia-se em uma revisão de literatura de caráter descritivo e integrativo, com abordagem qualitativa. A análise dos dados foi feita por meio da técnica de análise de conteúdo, permitindo categorização e interpretação crítica das informações. A formação territorial brasileira foi marcada pela escravidão, iniciada com a exploração dos povos indígenas e, posteriormente, dos africanos, consolidando um sistema de dominação e desigualdade Mesmo após a abolição formal, práticas análogas à escravidão persistem no Brasil contemporâneo, violando direitos fundamentais e exigindo ações efetivas do Estado e da sociedade. Apesar da relevância econômica do sisal no semiárido nordestino, sua cadeia produtiva é marcada por informalidade, precarização e violações de direitos trabalhistas.
Palavras-chave: Saúde Do Trabalhador, Sisal, Trabalho Análogo À Escravidão.